Tendências internacionais de arquitetura residencial

arquitetura residencial vive um momento de inflexão. O setor internacional, além de acompanhar movimentos estéticos, tem revisitado seus próprios fundamentos, buscando projetos que equilibrem funcionalidade, inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Esse olhar ficou evidente durante o WAF – Festival Mundial de Arquitetura de 2025, realizado em Miami. 

Entre os destaques do evento, Philippe Fouché, jurado do festival e diretor do escritório SAOTA, sintetizou as principais tendências: uma arquitetura mais essencial, consciente dos materiais, aberta à tecnologia e focada em criar conexões genuínas com quem habita os espaços. A seguir, conheça as tendências internacionais e saiba como a Laguna se alinha a esse movimento. 

Coberturas verdes e telhados com paisagem 

Fachada aérea | KAÁ

Os primeiros indícios dessa tendência da arquitetura se manifestaram em 2025 e agora se consolidam. Cada elemento do projeto passa a assumir um papel mais amplo do que sua função original. Os telhados, antes restritos à proteção da edificação, vêm sendo ressignificados como extensões do morar, transformando-se em espaços plenamente habitáveis, como jardins suspensos que ampliam a experiência dos moradores. 

Como destacou Philippe Fouché, uma tendência que já se insinuava no último ano se consolida em 2026: o telhado deixa de ser apenas um elemento funcional para se tornar um gesto arquitetônico expressivo.

Em diálogo com o clima e o entorno, essas coberturas assumem as características do contexto, criam silhuetas únicas, oferecem sombra, auxiliam na gestão da água e emolduram vistas – das montanhas às copas das árvores –, integrando forma, função e paisagem.  

Os telhados verdes assumem um papel estratégico na arquitetura contemporânea. Ao incorporarem inércia térmica, favorecerem a biodiversidade e contribuírem para a gestão eficiente da água da chuva, ampliam o desempenho ambiental das edificações e redefinem a relação entre construção e natureza

Essas superfícies horizontais se transformam em áreas vivas, capazes de devolver à paisagem o espaço ocupado pelo edifício. Jardins elevados criam possibilidades de uso, oferecem aos moradores ambientes de contemplação e convivência, e valorizam a experiência cotidiana com vistas privilegiadas – um convite para viver a cidade de forma mais integrada. 

Alinhada às principais tendências da arquitetura residencial dos últimos anos, a Laguna traduz esse conceito de integração entre arquitetura e natureza no KAÁ. Primeiro empreendimento de Curitiba assinado pelo escritório Bernardes Arquitetura, o projeto ocupa um terreno de esquina com desnível no Bigorrilho e transforma as características naturais do lote em protagonistas da concepção arquitetônica. 

Detalhes da fachada | KAÁ 

Esse imóvel-arte respeita e potencializa o terreno por meio de uma volumetria escalonada, que integra jardins suspensos e cria uma praça-jardim central com mais de 3.500 m². Implantado em um terreno de 1 hectare, em uma das regiões mais valorizadas do bairro, o empreendimento se configura como um conjunto de verdadeiras casas suspensas, cercadas por áreas verdes e parques naturais, onde a arquitetura se abre para o entorno e permite que a natureza atravesse o projeto, dando forma a uma nova maneira de morar. 

Aberturas esculturais e paredes espessas 

No evento, a questão das mudanças climáticas – intensificando a busca por soluções térmicas mais eficientes – e a arquitetura contemporânea – que amplia seu repertório para unir resiliência e estética –também foram destaques. Na análise de Philippe Fouché, a redescoberta da inércia térmica em climas quentes e áridos: paredes mais espessas e sólidas absorvem o calor ao longo do dia e o liberam à noite, promovendo uma regulação natural da temperatura interna.  

Com isso, a necessidade de soluções é inevitável nos projetos. Os profissionais de arquitetura estão redobrando a sua criatividade para elaborar espaços que sejam esteticamente atraentes e resilientes nesse aspecto. 

No TREVI, esses princípios se traduzem de forma concreta. O projeto valoriza o átrio como elemento central de integração e respiro arquitetônico, favorecendo a entrada de luz natural e a ventilação cruzada entre os ambientes. Aliado a isso, o paisagismo é pensado como recurso ativo de conforto, contribuindo para o ajuste termoacústico e criando uma atmosfera mais equilibrada, silenciosa e agradável. Uma solução que une desempenho e sensibilidade, reforçando o compromisso da arquitetura com o bem-estar cotidiano. 

Átrio | TREVI Batel 

Além disso, o TREVI propõe uma releitura contemporânea dos tradicionais pátios italianos, resgatando a essência de convivência e integração com a natureza em uma linguagem atual. No paisagismo, houve um cuidado especial em valorizar espécies que historicamente compunham os jardins das residências do Batel e seu entorno.  

Essa escolha busca reconectar o empreendimento à memória afetiva da região, devolvendo à paisagem parte do verde que antes ocupava o terreno e promovendo uma relação mais harmoniosa entre arquitetura e natureza

Madeira laminada cruzada (CLT) 

Residência em madeira laminada cruzada na África do Sul | Foto: SAOTA/Divulgação | Reprodução: Casa Vogue 

Conhecido como CLT (Cross Laminated Timber), o painel de madeira laminada cruzada é composto de múltiplas camadas de madeira – entre três e onze – dispostas em um padrão cruzado e coladas entre si e obteve destaque no Festival Mundial de Arquitetura. Essa configuração confere maior rigidez estrutural ao material, resultando em um desempenho construtivo superior, especialmente em edificações de maior altura, além de representar uma alternativa mais sustentável. 

Nos últimos anos, o CLT tem se consolidado como protagonista em projetos internacionais, viabilizando edifícios altos como a torre Stadthaus, em Londres, e o residencial Sensations, em Estrasburgo. Além de uma escolha técnica, trata-se de um método construtivo que permite geometrias complexas com menor pegada de carbono, introduzindo aconchego, textura natural e processos de obra mais rápidos e limpos, um diferencial especialmente relevante em contextos urbanos. 

Quando combinado à expertise ancestral japonesa do Tsugite, difundida por Philippe Fouché, o CLT amplia os vãos das vigas e elimina a necessidade de parafusos metálicos, suscetíveis à oxidação, sobretudo em regiões costeiras. O resultado é uma arquitetura que une tradição e inovação, precisão técnica e sensibilidade material, traduzindo uma nova forma de construir com inteligência, respeito ao entorno e estética com excelência. 

A valorização da madeira como elemento estrutural e sensorial também orienta os projetos da Laguna. No PINAH, essa escolha se revela em acabamentos que dialogam com o ritmo do bairro onde o empreendimento está inserido, como os pisos em madeira engenheirada, compondo ambientes que equilibram sofisticação, conforto e funcionalidade

Hall Social PINAH | Foto: Eduardo Macarios  

No JOÁ Cabral, o projeto de interiores das residências foi concebido para criar espaços atemporais, alinhados ao ritmo da vida contemporânea com profundidade e autenticidade. Materiais que evidenciam texturas naturais, como madeira e pedra, compõem ambientes acolhedores e discretamente elegantes, onde cada detalhe reforça a sensação de permanência e equilíbrio. 

integração entre as áreas sociais e a paisagem amplia a fluidez dos espaços e favorece a entrada de luz natural, criando uma atmosfera leve e contínua. Além da funcionalidade, o projeto propõe uma experiência sensorial: um lugar onde o olhar descansa, os gestos fluem e o ambiente se adapta às diferentes formas de viver. 

Lobby | JOÁ Cabral  

Complexos integrados ao ambiente natural

Essa tendência reflete a valorização da integração plena das estruturas hoteleiras ao seu entorno, impulsionada por preocupações ambientais e por uma visão mais holística de luxo, conectada ao contexto local.  

A arquitetura desses resorts passa a dialogar de forma harmoniosa com a paisagem, seja em vales desérticos, savanas ou áreas costeiras, priorizando o mínimo impacto no terreno, o uso de materiais regionais e uma linguagem construída a partir de uma leitura sensível do ambiente. 

Projetar, hoje, significa compreender profundamente o território, respeitar a paisagem e conceber o empreendimento a partir da essência do lugar. Em vez de se impor ao entorno, a arquitetura passa a dialogar com ele, adotando uma postura mais sensível e responsável. 

Nesse novo entendimento, o valor está na integração plena: no uso criterioso de materiais, na preservação da topografia original e na criação de espaços que ampliam a experiência de pertencimento. São projetos que priorizam o mínimo impacto ambiental e apostam em uma linguagem arquitetônica construída a partir da história, da geografia e da identidade de cada contexto. 

Ao combinar princípios ancestrais, como abrigo, materialidade e conexão com a paisagem, tecnologia e inovação, a arquitetura encontra um caminho mais equilibrado – um modo de construir que não busca rupturas, mas profundidade; que entende que viver bem é, acima de tudo, estar em harmonia com o lugar que se habita. 

No ZAHI Taunay, o paisagismo assinado por Rodrigo Oliveira foi concebido para dialogar com a arquitetura imponente e seus grafismos marcantes, criando um contraponto orgânico às linhas retas da edificação. 

Fachada | ZAHI Taunay  

A vegetação densa e exuberante envolve a torre, suaviza sua presença urbana e reforça a relação entre cidade e natureza. Inspiradas na antiga Mata Atlântica de Curitiba, as áreas verdes do ZAHI integram o empreendimento ao entorno e constroem uma experiência única que conecta o morar contemporâneo à memória natural da cidade

Em um terreno de 3.200 m², a proposta arquitetônica foi guiada por um elemento singular: a araucária presente no local. Símbolo paranaense, ela orientou a concepção da Bernardes Arquitetura, influenciando a geometria do edifício, os recuos e a relação com o espaço urbano. Ao recuar a fachada, o projeto valoriza a árvore no espaço público, amplia a calçada e privilegia a melhor orientação solar, garantindo mais conforto, luminosidade e privacidade aos moradores. 

Como explica o arquiteto Thiago Bernardes, a vivência em Curitiba e a presença marcante da araucária foram determinantes para o partido arquitetônico, apontando para a busca pela melhor orientação, pelas vistas e por uma implantação sensível ao entorno. 

Cada projeto reafirma o compromisso da Laguna com uma arquitetura autoral, que une inovação, performance e sensibilidade ao contexto. Para quem deseja vivenciar de perto esse olhar e compreender como esses princípios se traduzem em imóveis-arte, a Galeria Laguna é um convite a essa descoberta.  

No local, é possível conhecer os diferenciais, a performance construtiva e a essência que orienta o projeto de cada empreendimento para se tornar inconfundível. 

A Galeria Laguna está localizada na Avenida do Batel, 1713, e abre de segunda a sexta-feira das 9h às 19h, aos sábados das 9h às 18h e aos domingos das 10h às 17h. Faça uma visita! 

Desde 1996, a Construtora e Incorporadora Laguna vem desenvolvendo empreendimentos únicos, que possuem arquitetura diferenciada e design inovador. Além disso, somos a construtora com mais projetos sustentáveis do Sul do país. Saiba mais

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