Cidades para pedestres: o avanço da mobilidade ativa no mundo

Tendências de planejamento recentes nas grandes metrópoles têm colocado as pessoas no centro das decisões urbanas. De Copenhague, na Dinamarca, a São Francisco, nos Estados Unidos, crescem os movimentos que valorizam a experiência humana e redefinem a forma de viver a cidade

Neste contexto, as chamadas “cidades para pedestres” vão além da mobilidade: elas promovem bem-estar, sustentabilidade e novas dinâmicas de convivência, conceito que aponta para um futuro urbano mais integrado e consciente. 

A seguir, você confere mais detalhes sobre esse conceito e exemplos que demonstram como o planejamento centrado nas pessoas pode transformar a dinâmica das cidades.  

O conceito de cidades para pedestres 

Foto: Mana Gollo 

No final do século XX, começou a ganhar força uma reflexão essencial sobre o futuro das cidades. O modelo de urbanização centrado no automóvel, predominante nas décadas anteriores, revelou impactos profundos: disseminação urbana, distanciamento entre pessoas e rotinas cada vez mais exaustivas. 

Em resposta a esse cenário, vozes como a do urbanista dinamarquês Jan Gehl passaram a defender uma cidade pensada na escala humana, onde o pedestre volta a ocupar o centro do planejamento. Um movimento que reposiciona a experiência urbana como protagonista e inspira um novo olhar sobre como viver e construir os espaços. 

Foi assim que surgiram os conceitos de cidade para as pessoas e caminhabilidade, referindo-se aos ambientes construídos que tornam a atividade de caminhar algo mais convidativo e seguro. Fatores como conforto ambiental, acessibilidade, atratividade de usos e permeabilidade do tecido urbano influenciam diretamente a disposição das pessoas em caminhar. 

Com isso, pode-se afirmar que esse termo enfatiza a democratização do espaço urbano, onde pedestres de todas as faixas etárias e contextos conseguem se movimentar com facilidade e vivenciar a cidade de forma prática e plena.  

Dessa forma, o planejamento precisa começar pelo essencial: entender como os pedestres se movem. Mapear fluxos, identificar rotas naturais do público e antecipar transformações urbanas são passos estratégicos para criar espaços mais vivos e conectados

Algumas cidades ao redor do mundo já incorporaram essa perspectiva e se tornaram referência ao estimular o caminhar como experiência cotidiana. A seguir, reunimos exemplos que inspiram um novo olhar sobre o desenvolvimento urbano. 

Copenhague – Dinamarca

Copenhague, capital da Dinamarca

Na década de 1960, a capital da Dinamarca passou por um experimento que buscava avaliar o potencial de ruas exclusivas para pedestres. Na época, a crescente expansão da frota de veículos parecia um impeditivo para o projeto, entretanto, após a implementação, surgiram diversos benefícios no longo prazo.  

A ampliação das áreas dedicadas aos pedestres em Copenhague transformou o centro em um espaço mais conectado e vibrante. Além disso, o aumento da circulação de pessoas impulsionou o comércio local, estimulou investimentos em novos espaços públicos e revitalizou a dinâmica urbana, consolidando a cidade como referência global em planejamento humanizado. 

O movimento inspirou outras iniciativas ao redor do mundo. Na França, por exemplo, mais de cem ruas no entorno de escolas passaram a restringir a circulação de veículos, incentivando o caminhar e contribuindo para bairros mais silenciosos e saudáveis. Um exemplo de como decisões urbanas conscientes geram impacto direto na qualidade de vida. 

São Francisco – Estados Unidos 

Parklets em São Francisco, na Califórnia | Foto: reprodução KC Arquitetura 

Na cidade de São Francisco, Califórnia, a instalação de parklets mudou a proposta de diversas ruas. Trata-se de estruturas fixas ou temporárias que convertem vagas públicas de estacionamento junto à calçada em espaços de convivência, lazer e áreas verdes.  

As possibilidades de aplicação dessa estratégia são diversas: além de qualificar o espaço urbano, iniciativas voltadas ao pedestre podem se tornar um diferencial para o comércio local e um novo ponto de referência regional

Os parklets são um exemplo de como pequenas intervenções podem gerar grandes transformações: ampliam a sensação de segurança, estimulam o comércio de proximidade e incentivam modais mais sustentáveis, como a bicicleta

Mesmo em cidades densas e essencialmente urbanas, investir na escala humana é uma escolha estratégica. Ao priorizar o caminhar, cria-se um ambiente mais saudável, dinâmico e economicamente ativo, fortalecendo a relação entre cidade, bem-estar e desenvolvimento. 

Chongqing – China 

Chongqing. Foto: depositphotos.com / sepavone | Reprodução: Correio Braziliense  

Na China, utilizar a natureza como protagonista também foi um ponto de partida para a recuperação da mobilidade urbana. Chongqing, a cidade mais populosa do país, enfrentava consequências negativas do acelerado processo de industrialização, tornando urgente a adoção de uma estratégia mais sustentável de desenvolvimento. 

Em 1990, Chongqing enfrentava altos índices de chuva ácida e o desafio de se preparar para um aumento populacional acelerado. A resposta veio por meio de um planejamento que reposicionou a mobilidade como eixo estruturador do crescimento urbano. 

Com base no conceito de Transit-Oriented Development (TOD), a cidade priorizou o transporte público e a valorização dos espaços abertos, entregando novas rotas caminháveis e calçadas mais amplas nas áreas centrais. O resultado foi uma dinâmica urbana mais fluida, com incentivo ao deslocamento a pé e redução da dependência de veículos motorizados. Um exemplo de como a visão de longo prazo transforma realidades complexas. 

Empreendimentos que conectam bem-estar, mobilidade e paisagem 

Ao observar os casos internacionais de Copenhague, São Francisco e Chongqing, fica evidente que cidades mais humanas nascem de decisões conscientes, capazes de reposicionar o pedestre no centro do planejamento urbano.  

O impacto positivo fez com que o modelo se expandisse por diferentes cidades dos Estados Unidos e chegasse também ao Brasil, em municípios como São Paulo e Curitiba, reforçando que cidades mais caminháveis são uma escolha estratégica para o futuro. 

É nessa direção que a Construtora Laguna estrutura seus empreendimentos: os imóveis-arte dialogam com a rua, ampliam a experiência urbana e fortalecem a conexão entre arquitetura e cidade. 

É a primeira empresa brasileira a integrar o WELL Portfolio, passando a fazer parte de um seleto grupo global comprometido com o desenvolvimento de projetos que priorizam a saúde, o conforto e a qualidade de vida não apenas dos moradores, mas de toda a comunidade ao redor.

Esse compromisso se materializa no PINAH, o primeiro residencial da América Latina a conquistar a certificação WELL. O selo reforça a busca contínua da Laguna por soluções construtivas e tecnológicas que elevem a experiência de viver. Cada detalhe é pensado para promover equilíbrio, eficiência e bem-estar. 

Na entrada do PINAH, por exemplo, moradores e pedestres são recebidos por uma escultura do renomado Alfi Vivern, que qualifica o espaço público e estabelece uma relação sensível entre arte, arquitetura e entorno. A obra não é apenas um elemento estético, mas um gesto urbano que valoriza a vivência da rua.  

Acesso do PINAH | Foto: Eduardo Macarios 

A escolha das localizações é estratégica e orientada pelo conceito de bem-morar. Cada projeto Laguna considera a relação com o entorno, priorizando bairros que incentivam a mobilidade a pé, o acesso facilitado a serviços e uma rotina mais prática e saudável.  

ZAHI foi criado para potencializar essa relação com o bairro, pensado para ser vivido a pé. Viver neste imóvel-arte é estar a poucos passos do melhor que o Batel pode oferecer e a poucos minutos de uma ampla rede de comércio, serviços e gastronomia, que torna a rotina mais prática e dinâmica. Um bairro que convida ao caminhar, onde a experiência urbana acontece no ritmo dos passos. 

Ciclovias, calçadas largas e áreas de contemplação reforçam a mobilidade ativa e estimulam uma convivência fluida entre arquitetura e cidade. Esse imóvel-arte dialoga com o contexto, conectando bem-estar, praticidade e qualidade de vida. 

Além da localização, intervenções como a inserção de obras de arte e a valorização de elementos naturais, como a araucária preservada no porte-cochère do ZAHI, reforçam a integração entre arquitetura e contexto urbano. 

O projeto expressa um novo modo de viver mais responsável, saudável e sustentável para as pessoas e as cidades, e busca certificações internacionais como LEED e WELL, que reconhecem, respectivamente, o desempenho ambiental e a promoção de saúde e bem-estar nos edifícios. 

Fachada do ZAHI Taunay

No VAZ Batel, localizado na região mais cosmopolita da cidade, no Batel, o empreendimento está cercado por diversas opções de entretenimento, serviços e alta gastronomia, além de estar próximo à charmosa Praça da Espanha, agradável área de 6.500 m² ao ar livre, lugar ideal para fazer uma pausa na rotina. 

Fachada do VAZ Batel | Foto créditos: Eduardo Macarios

Neste empreendimento, o bicicletário foi projetado para incentivar a mobilidade ativa e facilitar o uso da bicicleta no dia a dia. Cada unidade conta com uma vaga exclusiva, além de estrutura completa com bike sharing, oficina de apoio e lockers individuais. 

O espaço também dispõe de infraestrutura para carregamento de bicicletas elétricas, ampliando as possibilidades de deslocamento pela cidade com praticidade, sustentabilidade e eficiência. 

KAÁ está inserido no encontro de três ruas, em um terreno de 1 hectare no Bigorrilho. A localização combina as facilidades de um endereço com a proximidade de áreas verdes, em frente ao bosque da Copel e próximo ao Parque Barigui, além de serviços de conveniência, favorecendo uma rotina mais leve e prática no dia a dia. 

Nas áreas comuns, o projeto prioriza espaços que ampliam a relação com a natureza e atendem a diferentes momentos de uso. Os ambientes são funcionais e acolhedores, pensados tanto para o convívio como para o uso individual. Entre os destaques, a praça com ambientes que incentivam pausas ao ar livre, como leitura, meditação, descanso e momentos de contemplação, reforçando a proposta de bem-estar integrado ao cotidiano. 

Lounges da praça superior KAÁ 

Além disso, o imóvel-arte contará com um bicicletário completo, com estrutura adequada para o armazenamento seguro das bicicletas, oficina para reparos pontuais e cinco vagas com abastecimento elétrico

Na Galeria Laguna, é possível conhecer de perto os diferenciais construtivos dos projetos e entender como design, tecnologia e sustentabilidade se integram em cada detalhe. A Galeria Laguna também oferece atendimento personalizado com consultores especializados e foi pensada para valorizar a mobilidade urbana, em um endereço que convida a ser explorado a pé. 

Alinhada a esse conceito, a Galeria Laguna conta com bicicletário, estrutura para estacionamento de bikes e equipamentos para pequenos reparos, incentivando o uso de modais alternativos no dia a dia. 

Em frente ao local, uma escultura de mais de 3 metros de altura chama a atenção de quem passa pelo Batel. Assinada por Emanoel Araújo, a obra em ferro fundido simboliza a vida e a trajetória do artista, marcadas por cores intensas e formas geométricas. 

Obra de Emanoel Araújo na Galeria Laguna | Foto: Eduardo Macarios

Localizado na Avenida do Batel, 1713, esse espaço funciona de segunda a sexta, das 9h às 19h; aos sábados, das 9h às 18h; e aos domingos, das 10h às 17h. Uma experiência que reúne arquitetura, arte e inovação em um só lugar! 

Desde 1996, a Construtora e Incorporadora Laguna vem desenvolvendo empreendimentos únicos, que possuem arquitetura diferenciada e design inovador. Além disso, somos a construtora com mais projetos sustentáveis do Sul do país. Saiba mais

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