Exposições de arte em Curitiba que você precisa visitar em 2026

Curitiba inicia 2026 com uma agenda cultural vibrante, repleta de exposições que ampliam o olhar sobre arte, memória, design e identidade. Espaços como o Museu Oscar Niemeyer (MON), o Museu de Arte Contemporânea do Paraná, o Museu Paranaense e a CAIXA Cultural se tornam palco de experiências que conectam passado e futuro, artistas locais e internacionais.  

Se você quer aproveitar o melhor da cena artística curitibana no próximo ano — seja para se inspirar, aprender ou simplesmente vivenciar novas perspectivas —, esta seleção reúne as mostras imperdíveis que merecem entrar no seu roteiro cultural. Confira! 

Sonhos de Cinema: Arte para a Sétima Arte, no MON

A exposição “Sonhos de cinema: arte para a Sétima Arte”, no Museu Oscar Niemeyer, apresenta 75 cartazes de filmes criados por importantes artistas gráficos cubanos, como René Azcuy, Eduardo Muñoz Bachs, Ñiko e Reboiro. Com curadoria de Jean-François Couvreur e curadoria-adjunta de Jhon Voese, a mostra fica em exibição na Sala 11 até março de 2026. 

Os cartazes, produzidos majoritariamente à mão e impressos em serigrafia, destacam-se pela criatividade, pelas cores vibrantes e pela forte identidade visual, refletindo influências da Pop Art, da psicodelia e de referências europeias e orientais. Reconhecida pela Unesco, essa produção gráfica marcou profundamente o design cubano das décadas de 1960 e 1970, período em que os artistas tinham ampla liberdade para reinterpretar filmes internacionais. 

A exposição celebra a relevância histórica e estética desses trabalhos, evidenciando o diálogo entre cinema, arte e design na América Latina. Também reforça o compromisso do MON de promover mostras que valorizem diferentes tradições visuais e ampliem o acesso do público a experiências culturais conectadas a contextos internacionais. 

El Juego de la Manzana, obra de Ñiko na exposição “Sonhos de Cinema” | Reprodução MON | Foto: Akemi Almeida 

África, Expressões Artísticas de um Continente, no MON

A exposição “África, expressões artísticas de um continente”, também no MON, ganhou uma nova ativação intitulada “Intersecções Contemporâneas – Temporada França-Brasil 2025”, inaugurada em 4 de dezembro de 2025 na Sala 4. A mostra cria um diálogo entre a arte africana tradicional e abordagens contemporâneas, reforçando o intercâmbio cultural entre Brasil e França no ano que celebra dois séculos de relações diplomáticas. 

A nova edição é resultado de uma parceria entre o MON, a Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY) e o Instituto Tomie Ohtake. A mostra aprofunda temas como memória, espiritualidade, deslocamento e crioulização, inspirados no pensamento de Édouard Glissant.  

Com esta terceira edição da mostra, o MON consolida a relevância de sua coleção de arte africana e amplia o diálogo entre África, Brasil, França e Caribe, valorizando múltiplas narrativas e trajetórias no campo da arte contemporânea. 

Exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente” | Reprodução MON | Foto: Akemi Almeida 

Deve ser Aqui, MAC-PR

A exposição “Deve ser aqui”, realizada na Sala Adalice Araújo, do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, parte do próprio edifício centenário como ponto de reflexão. Com a sede histórica do MAC em reforma e o funcionamento temporário em outros espaços, a mostra investiga as dimensões materiais, simbólicas e institucionais do prédio, transformando-o em tema e suporte das obras. 

A curadoria começou com uma pesquisa no acervo, tendo a pintura Cenário, de Ruben Esmanhotto, como disparadora para produções que dialogam com a arquitetura do antigo Lyceu. Os artistas criam intervenções que destacam o desgaste do tempo e as relações entre interior e exterior, como os fios luminosos de Vini Maia, a malha têxtil de Luísa Covolan e a multiplicação de tomadas e encaixes nas obras de Diogo Duda. Outros trabalhos investigam ornamentos e estruturas, reforçando o duplo sentido de “reparar”: observar e restaurar. 

A exposição também reúne artistas que exploram revestimentos cerâmicos e visualidades cenográficas, como Laura Ridolfi, Amanda Sanches, Isabela Picheth e Adriana Tabalipa, além de obras que abordam conceitos de casa, abrigo e memória, assinadas por Everton Leite, Ana Beatriz Artigas e Marlon de Azambuja. Propostas tridimensionais de João Paulo de Carvalho, Rafael Rodrigues e Picheth ampliam a reflexão sobre a relação entre corpo, objeto e afeto. 

Em conjunto, os trabalhos estimulam um olhar renovado para o espaço e para o cotidiano, evidenciando como “reparar” pode revelar novas camadas do que normalmente passa despercebido. A mostra convida o público a descobrir o lugar e, ao mesmo tempo, descobrir-se nele. 

Exposição “Deve ser aqui” | Reprodução MAC-PR 

Nosso Estado: Vento e/em Movimento, no Museu Paranaense (Mupa)

A exposição é estruturada em dois grandes eixos — “Deslocamentos por dentro” e “Deslocamentos pela margem” —, cada um dividido em cinco núcleos. O primeiro eixo aborda a formação do Paraná por meio das histórias de diferentes comunidades, incluindo migrações do século XX (como ucranianos e alemães), migrações contemporâneas (venezuelanos e haitianos), exílios indígenas, como o dos Xetá, e comunidades quilombolas. O segundo eixo é dedicado inteiramente à cultura caiçara, destacando suas relações ecológicas, musicalidade, religiosidade, festividades e saberes tradicionais do litoral paranaense. 

A mostra reúne depoimentos inéditos de imigrantes, descendentes e representantes de comunidades tradicionais, coletados ao longo de seis meses de trabalho de campo por uma equipe multidisciplinar em Curitiba, Ponta Grossa e no litoral. Esses registros passam a integrar o acervo do Mupa, reforçando o compromisso da instituição em expandir e atualizar sua coleção. 

A exposição também apresenta cerca de 100 objetos do acervo histórico, antropológico e arqueológico do museu, combinando registros contemporâneos e materiais históricos para aprofundar o debate sobre deslocamentos e identidades no estado. 

A exposição está em cartaz por longa duração. 

Exposição “Nosso estado: vento e/em movimento” | Reprodução Mupa 

Dalton Trevisan – Espião de Almas, na CAIXA Cultural Curitiba

A exposição “Dalton Trevisan – Espião de almas”, em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba até março de 2026, celebra o centenário de nascimento do escritor Dalton Trevisan.  

A mostra reúne edições raras doadas pelo autor ao Instituto Moreira Salles, além de materiais inéditos de seu arquivo pessoal. 

A exposição apresenta o universo literário do “Vampiro de Curitiba”, destacando sua atuação como editor da revista Joaquim, colaborador de O Pasquim e autor de uma obra marcada por fragmentação, reescrita e ironia.  

O público é convidado a conhecer o processo criativo de Trevisan, que transformou o cotidiano em ficção e construiu um estilo único, preservando sempre sua discrição e sua aversão à exposição pública — reafirmando sua vocação de verdadeiro “espião de almas”. 

16ª Bienal Internacional de Curitiba

Em 14 de junho de 2026, terá início a 16ª edição da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, reafirmando seu papel como espaço de diálogo cultural e reflexão crítica. O evento apresentará grandes exposições de artistas renomados do Brasil e do exterior, além de incentivar novos talentos por meio do Cubic, seu circuito universitário. 

Criada em 1991, a bienal já exibiu obras de milhares de artistas de mais de 70 países, ocupando museus, centros culturais e espaços urbanos, o que amplia o acesso do público e fortalece a relação entre arte e sociedade. 

Ao longo de mais de 30 anos, consolidou-se como um dos principais eventos de arte da América Latina. Em 2019, sua 14ª edição reuniu 461 artistas dos cinco continentes, com destaque para países do Brics, e atraiu cerca de 1 milhão de visitantes. 

A bienal também recebeu o Prêmio ABCA em 2011 e 2017, reforçando sua relevância no cenário artístico internacional. 

A arte se faz presente na Laguna 

Escultura de Emanoel Araújo na Galeria Laguna | Foto: Eduardo Macarios 

A Laguna estabelece parcerias com renomadas galerias de arte de Curitiba. A Galeria Simões de Assis assinará as curadorias artísticas do ZAHI Taunay e do JOÁ. Com uma trajetória consolidada na promoção e na valorização de artistas brasileiros e internacionais, a Simões de Assis conduzirá todo o processo curatorial, garantindo a perfeita harmonização entre arte, ambiente e experiência sensorial. Visite o espaço decorado do ZAHI e confira algumas das obras que farão parte do acervo do empreendimento.  

Já a Galeria Zilda Fraletti foi uma das responsáveis pela curadoria das obras do PINAH, que, para tornar o imóvel-arte ainda mais inconfundível, inseriu logo na entrada uma escultura do renomado artista Alfi Vivern que traduz o propósito da Laguna: deixar as cidades mais belas e melhores para viver.  

Nas áreas comuns do empreendimento, destacam-se também as obras de Eduardo Bragança, Ana Serafin e Cristina Barrancos.  

Enquanto isso, na Galeria Laguna é possível ver a escultura Dança branca, de Arcangelo Ianelli — esculpida em mármore —, que reflete o encontro entre o olhar sensível e a arte. A obra integrará o acervo permanente do ZAHI Taunay. 

Clientes e visitantes também podem conferir detalhes do PINAH e do ZAHI Taunay, além de conhecer nossos imóveis-arte, conversar com consultores e apreciar as obras de arte expostas, como a escultura de três metros de altura do renomado artista Emanoel Araújo, logo na entrada do edifício. 

A Galeria Laguna funciona de segunda a sexta-feira das 9h às 19h, aos sábados das 9h às 18h e aos domingos das 10h às 17h na Av. do Batel, 1713. Faça uma visita! 

Desde 1996, a Construtora e Incorporadora Laguna vem desenvolvendo empreendimentos únicos, que possuem arquitetura diferenciada e design inovador. Além disso, somos a construtora com mais projetos sustentáveis do Sul do país. Saiba mais

Conheça mais sobre a Laguna

Deixar um comentário